Maldito Carcereiro!
- Carcereiro maldito! - disse Ivan ao se tremer todo. Juntou forças para contar ao soldados sobre o homem que o havia prendido e torturado por dias. O pobre ex-prisioneiro, agora desvaído, esquelético, estava tão desnutrido que desmaiou por uns dois dias quando chegou ao acampamento.
- Ivan, não temos tempo. Precisamos saber mais sobre ele - implicou o guarda. Ivan levou a boca mais um gole de chá, quente, e aquilo parecia... e começou a contar. "Não se trata apenas de um cavaleiro, estamos falando do cavaleiro. Maldito seja! Trajado de aço negro, possui adornos de espinhos nos ombros e braços, e adornos de caveira nos cotovelos e joelhos. Reconheceriam assim que o vissem. Diferente de tudo que já vi, este homem é o pior dos males. Possui uma armadura pesada o suficiente para ser ouvido a uma boa distancia, mas você só o nota quando já é tarde demais. Em uma noite, ele abateu 15 homens de nosso pelotão e arrastou mais 5 para o seu calabouço. E quem dera fôssemos apenas nós lá.
Quando cheguei, haviam cerca de 10 homens em diferentes celas, todos desvaídos, esqueléticos assim como estou hoje. Raramente recebíamos alimento e água. E periodicamente, ouvíamos gritos ao fundo, dito por todos serem o momento predileto daquele monstro. E ele era incansável. Passava dias torturando a mesma pessoa até conseguir o que quer, e quando conseguia, bem, você se tornava mais um adorno do calabouço..."
- E como você sobreviveu Ivan? O que disse a ele? - suplicaram os guardas, exaltados e com calafrios.
- Bem - suspirou - a "Dona Morte" como muitos diziam, de mim, não conseguiu muita coisa. Me fez milhões de perguntas sobre a armada contra a Legião Azul, e me deixou sofrendo dias por não ter obtido as respostas. Eu fui firme, pensei em minha família, nos meus amigos e no pelotão morto. Nada podia ser em vão então não entreguei nada do que ele queria. Mesmo fraco e incapacitado, adquiri forças do fundo de minha alma para poder fugir dali.
- Mas, se ele é tão impiedoso e tão monstrusoso, como foi que conseguiu fugir dali? - perguntou um deles.
- Eu tento não pensar muito sobre isso mas acredito que foi ele quem resolveu me soltar.
Antes que pudessem engolir a saliva angustiada e cheia de dúvidas, ouvem um bater de portas...
- Senhor!!! - entra um dos guardas que havia ficado na vigília, ofegante, cansado por ter corrido - Algo vem vindo pela floresta, em passos largos e pesados.....

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